Celso Unzelte – O Louco Por Futebol – parte 2

DB – Você fez outras viagens internacionais para cobrir algum evento

Futebol não. Eu cobri muito salão de automóvel. Na Quatro Rodas, eu fiz Detroit duas vezes, Genebra e Frankfurt. Tem um circuito de salões de automóveis ao longo do ano.

DB – Como você está vendo a confirmação do Brasil para sede da Copa do mundo de 2014? Nós vimos todos os problemas de organização do Pan. Qual a sua reação como jornalista e apaixonado pelo futebol

É um sentimento contraditório. Como amante do futebol é lógico que eu queria ver uma Copa aqui. Todo mundo quer. Agora, não é prioridade pro nosso país. Ninguém em sã consciência pode defender a Copa do Mundo. Primeiro nós temos que resolver os nossos problemas básicos. E parece que vai acontecer da maneira mais sórdida possível, ou seja, pouca gente levando muito dinheiro.

DB – O monopólio da Globo no futebol prejudica o espetáculo?

Prejudica, mas é o outro lado da mesa de negociação que não se impõe.  Não está na missão da Rede Globo fazer o bem para o futebol no país. A sua missão é fazer programas da maneira mais rentável para ela. Cabe ao outro lado da mesa de negociações, ou seja, os clubes, bater na mesa e se impor. Hoje isso é impossível. Mas quando começou esse processo os clubes poderiam ter batido os pés, porque a Globo sabia que era um produto tão ou mais forte que as novelas. Hoje não. Banalizou. Futebol é só uma opção de lazer a mais e tem que se acomodar nessa situação. Faltou poder de negociação do outro lado da mesa. Todo mundo fica julgando a Globo como o grande satã mas a função dela não é fazer o futebol em horário que preste. Quem tem que pensar nisso é a turma do futebol

DB – Se a Record conseguir comprar os direitos de transmissão os horários podem mudar para beneficiar o torcedor?

Seria ótimo, mas eu não acredito que consiga. A grande questão disso tudo é quem vai levar quanto por fora. E tem outros problemas também. Às vezes a proposta da Record é até maior mas como convencer os patrocinadores, de qualquer coisa, de camisa, de clubes, de placas de publicidade, que em vez de mostrar na Globo você vai mudar pra Record. Se você anuncia no São Paulo, no Corinthians, lógico que vai preferir que isso seja visto por mais gente, pelo mesmo preço. Existe uma soma de interesses, um quebra cabeças. Não é tão simples quanto pensamos. Pagou mais leva. Não é só isso.

DB – O que você acha da administração do Ricardo Teixeira na CBF?

Ruim. Aquém do que deveria ter sido nesse tempo todo, principalmente para os clubes. Eles enxergam a seleção como um produto de exportação, cada vez menos identificada com o torcedor brasileiro. A seleção joga hoje e ninguém mais para a vida por causa disso. É uma seleção de brasileiros e não uma Seleção Brasileira.  Estamos caminhando para uma Nigéria. Nigeriano não tem time de futebol, não tem clube. Eles torcem pra seleção só na Copa do Mundo e na Copa Africana de Seleções, quando conseguem juntar os craques. A mesma coisa aqui. Nós não vimos Kaká nem Ronaldinho na Copa América. De quatro em quatro anos a seleção aparece. Os nossos meninos hoje torcem pro Real Madrid e pro Manchester United como na minha infância os meninos paranaenses torciam pro Corinthians ou pro Palmeiras. Estamos virando colônia futebolística.

DB – A seleção não devia jogar mais no Brasil?

Principalmente. Tem que jogar aqui. Mas a seleção não é mais brasileira. No meu tempo de garoto a gente discutia na escola que time tinha colocado mais jogador na seleção. Fazíamos isso com 100% da seleção. Hoje em dia não se faz mais. Agora tem gente convocada que um dia foi nossa, como o Kaká, e jogadores que nunca foram nossos, como o Afonso Alves, que jogou no Atlético Mineiro. Só o torcedor mais fanático vai se lembrar. É preciso se preparar para essa mudança de realidade. Eu não vejo os clubes fazerem absolutamente nada. Nosso campeonato brasileiro está com um nível… Reforço de time grande hoje é veterano ou garoto. Antigamente, quem se reforçava assim era o XV de Jaú

DB – Hoje em dia os clubes estão muito nivelados. Uma partida do Corinthians contra um time pequeno se tornou perigosa. Dez anos atrás ele era favorito absoluto.

É, mas tem um pouco dessa geléia geral que está ruim pra todo mundo. Isso é muito ruim para o negócio. Eu não sei como vai ser o futuro porque não estamos pensando nisso. A minha esperança é que chegue tão no fundo do poço, que dali só possa subir. Não dá! Não dá! É negocio que envolve muita grana pra ficar na mão desses caras, que são incompetentes. Eu não sei se é verdade, mas dizem que o Corinthians queria contratar um jogador do Noroeste, o Marcelo Oliveira, mas o atleta já era deles. O clube não tem nem controle dos jogadores que estão emprestados. Uma vez eu levei uma proposta de uma revista pro Corinthians e o diretor de marketing falou assim pra mim, “É bom mesmo nós termos uma porque o Esperia tem”. Um clube amador do outro lado da marginal. Eu recebo e-mail de corintiano do Japão, da Finlândia. Por quê que eles me mandam e-mail? Porque mandar pro clube não adianta. Não era o clube que devia estar canalizando isso? Vendendo produto? Foram apresentar um site pro ex-presidente do Palmeiras, Mustafá Contursi e disseram para ele que o site receberia e-mails de vários lugares do Brasil e do mundo. O Mustafá perguntou, “Quanto o Palmeiras ganha por e-mail?”. O rapaz que fez o site disse, “Não presidente, ninguém paga para mandar ou receber e-mail. Isso aqui é potencial pro senhor vender chaveiro, camisa, vender melhor seus direitos de televisão”. “Então não interessa”, o presidente disse. É assim. É na mão dessas pessoas que nós estamos. Não pode sair coisa melhor do que está saindo.

DB – Existe influência de empresário na convocação da seleção brasileira?

Sempre tem e sempre terá, enquanto eles existirem. Agora, essas convocações estão sendo muito restritivas também. Na medida em que você fala pro Dunga “Olha, convoca, mas não pode chamar o Kaká nem o Ronaldinho”, já começa se começa a abrir flancos para os interesses dos empresários. Começa a se legitimar esse tipo de coisa, o que é perigoso também. Empresário influencia em convocação sim. Só não temos como provar isso. Pelo menos uma pressão psicológica tem.

DB – O que você acha da introdução do conceito de manager no futebol brasileiro, como o Vanderlei Luxemburgo?

Eu acho que é mais uma oportunidade pros caras ganharem dinheiro em cima de cargos. O futebol não precisa de um manager, o futebol precisa de uma mentalidade geral. Se dentro dessa mentalidade estiver a figura do manager, muito bem. Mas ele não vai ser o salvador de um esquema todo podre. Tem que pensar em vários aspectos. Eu fiz um Bola da Vez na ESPN Brasil com o Rivelino e ele estava falando que no tempo dele quem decidiu se o jogo final de 1974 iria ser no Morumbi ou no Pacaembu foi o Vicente Mateus analisando a grama, pisando. O que o Vicente Mateus entendia de grama? Ele nunca jogou bola na vida. Até hoje isso acontece no futebol brasileiro. Tem muita gente decidindo coisa que não entende. Se for para evitar esse tipo de coisa eu sou a favor. Se for um cara que entenda, e o Luxemburgo tem um pouco dessa visão. Mas eu temo perder um bom técnico, que ele é, e não ganhe um bom administrador.

DB – Futebol arte ou futebol resultado?

Futebol arte. Eu sou romântico. Copa de 82 sempre, de 94 nunca.

DB – Qual é o papel do jornalismo esportivo na melhoria e na transformação do esporte?

Denúncia. Tem que botar o dedo na ferida, denunciar, falar as coisas claramente, não pode ter rabo preso com ninguém. Jornalista não tem amigo. O dia que seu amigo falhar você precisa dizer que ele falhou. É o mesmo papel do jornalista nas outras áreas. E nós temos – agora talvez menos porque envolve tanto interesse – uma certa liberdade maior pra isso. Pensam duas vezes antes de nos ameaçarem de morte (risos). Quando eu comecei a fazer jornalismo, minha tia dizia “Não faça política que você é muito combatido, vai pro esporte que você está mais tranqüilo”. Hoje em dia já não é mais tão tranqüilo, porque esporte também é caso de polícia, envolve economia, está tudo relacionado. Mas o nosso papel é não se conformar. O jornalista não pode aceitar as coisas do jeito que são. Geralmente, quem se conforma é porque está ganhando alguma coisa com isso.

DB – É preciso ter diploma para ser jornalista?

Eu sou um defensor do nosso diploma sim. Eu acho que pode se pensar na reestruturação do curso, mas você aprende muita coisa na faculdade, nem que seja por osmose, por experiências, pelo contato, pelo debate e pela discussão. Que não seja um curso superior de jornalismo que a gente conhece hoje, mas é preciso uma formação para o cara entender o mundo, qualquer que seja sua profissão. Eu sou a favor de uma formação pra trabalhar com comunicação, vamos colocar assim. Talvez não seja esse o diploma de jornalismo que existe hoje.

DB – Tem muito ex-jogador que acaba a carreira e passa a comentar. Seria necessário um diploma para fazer isso?

Não necessariamente. Eu acho que eles teriam que ter o que dizer. O que incomoda é muita gente com nome falando bobagens, e muita gente sem nome que poderia estar falando e não está. Também tem o caso daqueles com nome que falam muitas coisas legais como o Tostão, por exemplo. Se eu fosse exigir estritamente o diploma, eu estaria jogando um Tostão no lixo, o que também é um crime. O parâmetro tem que ser se o cara tem alguma coisa a dizer.

DB – Quem você acha que está fazendo um bom jornalismo?
Tem muita gente boa. Eu já citei o PVC [Paulo Vinícius Coelho], o Mauro Betting. O Juca [Kfouri] é o meu parâmetro desde sempre. Imprensa escrita é um pouco menos badalada. Não tem tanto espaço. O pessoal da Placar faz um trabalho descente, dentro das limitações que eles têm. O Serginho Xavier, que é diretor da revista, é um mágico.

DB – E o mau jornalismo?

Eu não gostaria de colocar em termos de mau jornalismo, mas digamos que seja uma proposta diferente. Tem muita gente fazendo show e vendendo como jornalismo, principalmente na TV aberta. Eu não tenho nada contra a existência desse tipo de programa, mas acho que eles induzem as pessoas a pensar que jornalismo esportivo é aquilo. Se eles assumidamente falassem “Isso é um show”, tudo bem, tem espaço pra todo mundo. Nada contra, mas não é minha praia. Acho que as coisas podem coexistir.

DB – No rádio também é possível encontrar bom jornalismo?

No rádio você tem trabalhos sérios. O pessoal da CBN procura fazer isso. Tem repórteres muito bons em rádio. O Wanderley Nogueira é um bom exemplo. Mas ele é mais que um repórter. Ele não foge da pergunta delicada, não faz média, “Com todo o respeito”, que é uma expressão que ele usa, mas ele faz a pergunta, cumpre bem o papel.

DB – O que você acha da influência da publicidade nos programas de jornalismo esportivo?

Eu acho que as coisas têm que ser separadas. Eu não sou ingênuo a ponto de achar que o programa que eu trabalho e a revista que eu fecho possam ir pra rua sem a publicidade. Mas as coisas têm que ser separadas.

DB – Mas alguns casos não estão passando dos limites?

Principalmente quando a coisa se mistura, quando pedem emprestada a voz do jornalista pra fazer publicidade. É uma nova seita. O jornalismo publicitário. Na minha cabeça as duas coisas não podem se misturar. Tudo que você fala tem a ver com credibilidade, que não tem preço. Não é o mercado que vai determinar isso. Toda revista, todo jornal, todo programa tem o patrocínio, tem quem banque, mas não precisa ser necessariamente com a minha voz. Eu estou aqui na função de jornalista. Quando eu falo, estou mexendo com a informação. Não posso misturar.

DB – O que você acha da situação do Corinthians nos últimos tempos?

Muito mal administrado, como sempre. O que vai acontecer é que de vez em quando o time reage, a torcida empolga, e faz 97 anos que a coisa é assim. O que tinha que haver não era um fora Dualib, mas fora idéias retrógradas, porque já houve antes um fora Matheus, um fora Alfredo Inácio Trindade e nada mudou. As pessoas que os substituem têm a mesma cabeça. Tem que ter uma mudança de mentalidade e eu não sou ingênuo de achar que isso vai acontecer só dentro de um clube, não vai ser uma ilha de prosperidade nessa bagunça que é o futebol brasileiro.

DB – Você acha que o São Paulo, que todo mundo diz “Ah, tem uma gestão moderna” e isso e aquilo…

Eu tenho uma opinião sobre o São Paulo. Como clube ele está muito legal, muito bem administrado. Só. Já está mais do que na hora de ele dar um salto. O São Paulo era o clube que tinha mais condições de dar esse salto, virar uma outra coisa, uma empresa. O que eu quero dizer é que o memorial do São Paulo, por exemplo, tinha que estar no guia turístico da cidade de São Paulo, porque é o berço do tricampeão mundial. Não pode ser aquele memorial de empresinha que tem lá. A Rhodia tem um memorial como aquele. O São Paulo pensa muito pequeno nesse aspecto. Tem medo de dar o grande salto. Ele parou naquele estágio de clube bem administrado. Nos novos tempos isso vai ser pouco. Tem que se tornar uma empresa desse negócio de lazer que é o futebol.

DB – Quais outros clubes brasileiros você acha que são bem administrados?

Modelo ideal não tem ninguém, mas como filosofia, guardadas as devidas proporções, tem o Figueirense. O Inter fez um bom trabalho, mas a gente precisa avaliar o fôlego dele. E só. Os outros estão todos engatinhando. Alguns têm algumas coisas notáveis O Fluminense com aquele centro de formação de valores em Xerém; o Botafogo, perto do que foi, está muito melhor com o Bebeto, mas estão todos aquém do potencial que teriam.

DB – O que você acha do presidente do Vasco, Eurico Miranda?

O Eurico só personifica tudo que os outros dirigentes são. É uma pena que tenhamos tanta gente que ainda apóia idéias e conduta de trabalho de dirigentes, não só ele, como todos os outros, porque o torcedor em geral tem interesses imediatistas. Quando o time dele está ganhando, dane-se o resto. É isso que pensa gente que apóia dirigentes como o Eurico.

DB – O que você acha do Romário?

Eu respeito muito o Romário. É um cara nível de seleção do mundo em todos os tempos. E essa polêmica dos mil gols não existe. Ele nunca falou que tinha feito mil como profissional. Ele falou que tinha contado mil e tava comemorando isso. A imprensa é que fez marola. Se você for levar pela letra fria, critério mundial, nem o Pelé fez mil, porque para da FIFA só valem os gols em jogos de campeonatos.

DB – Inclusive o Romário tem mais gols que o Pelé…

Isso. Em jogos oficiais o Romário passa o Pelé. O Severino Filho, do Piauí fez essa pesquisa. Se procurar gols do Beckenbauer e do Cruyff nos registros dos seus respectivos países, amistoso não existe. Aqui no Brasil por questões culturais nós contamos. O Romário foi mais além. Ele conta desde o infantil do Olaria quando ele tinha 13 anos. Se ele tem a condição de fazer essa contabilidade, porque não fazer? Ele nunca falou que era como profissional. Eu acho que isso foi um engano que a mídia cometeu. Uma cobrança injusta nesse sentido.

DB – A CBF não tinha que dar um jeito de proibir a saída de jogadores no meio do campeonato, adequando o calendário com o europeu, por exemplo?

Isso não se resolve só com canetada. Adequando o calendário à Europa pelo menos começa e termina o mesmo campeonato com basicamente aquele time de juniores do início. Dá tempo de você ver o cara um ano, pelo menos. E nem é garantia de nada porque na Europa abre a janela de transferências em janeiro.

DB – O que você acha da situação do futebol carioca?

Foi o primeiro a sofrer conseqüências, o primeiro a ter um time grande rebaixado. Não tem autocrítica suficiente. É muita festa. Quanto mais noção você tem da sua posição, mais fácil de melhorar.

DB – Os comentaristas esportivos não devem dizer para que time torcem?

O Cléber Machado é acusado de ser são-paulino mas é santista. O Galvão é flamenguista. Eu acho muito mais honesto assumir, mas respeito quem não fala pra quem torce.

DB – O que precisa mudar para os torcedores voltarem a encher os estádios?

Os horários, a qualidade do espetáculo, torcedor mais bem tratado. O valor dos ingressos não é alto, mas o problema é que nós ganhamos pouco. Se o torcedor tivesse garantia do lugar numerado, lugar para estacionar o carro… O custo-benefício é baixo.

DB – E sobre o Estatuto do Torcedor?

É importante como todas as leis. É difícil fazer um estatuto dos melhores mundos para quem não vive no melhor dos mundos. Deveria ter aspectos mais claros, mais fáceis.

DB – O que você pensa das torcidas organizadas?

As torcidas organizadas mesmo fazendo festas e ações beneficentes ainda devem muito por causa dos problemas que causaram.

DB – Como é trabalhar com na ESPN Brasil?

É uma média de idade alta. O PVC não é novo mas está consolidado. O Lofredo é revelação e é mais novo que a maioria. O Trajano é igual na TV e fora dela. Não vai fazer sacanagem. Tem outra cabeça, preocupado com outras questões. O Kajuru era um corpo estranho na ESPN. Ele tinha noção disso. Tem uma boa relação com o Juca Kfouri. Era como se o Kajuru fosse o Pinky e o Juca o Cérebro (do desenho Pinky e Cérebro). Há uma resistência natural em relação à possibilidade dos americanos ajudarem. Aqui, faz-se as coisas do mesmo jeito, porém, de forma mais independente. É uma troca consciente. Receber menos dinheiro e continuar mais independente da matriz. A relação atual com a ESPN é como a relação dele (PVC) com a Placar quando era menor. É a meta que se quer atingir. Descontração, porém sem perder a seriedade. Uma outra diferenciação. Por exemplo, o Loucos por Futebol: mesmo durante os comerciais, agimos da mesma forma que durante o programa.

DB – O que você considera imprescindível para fazer um jornalismo esportivo de qualidade?

Pensar em termos de jornalismo e aplicar no esporte. Não deixar a paixão atrapalhar outras oportunidades. Jornalismo é um compromisso com o que você sente que é a verdade. Jamais passe para frente algo que você não tem certeza se é realidade. Seja honesto consigo mesmo para que você também seja honesto com seu público. Paixão por escrever. É muito importante escrever sempre. O medo do jornalista frustrado que pensa que o jornal é só escrever. Por isso que é importante a apuração. Eu sempre digo que jornalismo é 99% transpiração e 1% inspiração. Não somos escritores, apenas escrevemos em cima de fatos que são apurados.


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