O Dia em que São Jorge pegou um pênalti…

por Marcelo Braga 

Há alguns anos eu era religioso. Fiz catequese, crisma e ia à missa em quase todos os domingos. Nos domingos de Fórmula 1 na TV Globo eu tentava dar uma de esperto, mas minha mãe me carregava para a Igreja.

Não me arrependo. Lá fiz amigos e me aproximei de uma espiritualidade, coisa muito boa nos dias de hoje. Mas confesso (não ao padre, mas a vocês) que há algum tempo não vou a cerimônias religiosas. Na verdade nem lembro quando foi a última, mas é bem provável que tenha sido algum casamento.

Naquele tempo então, ao passar por uma loja de estatuetas de santos, comprei uma imagem de São Jorge. Nela, o santo padroeiro dos corintianos está em seu cavalo branco a pisar sobre um dragão. De um mero enfeite, virou meu amuleto em alguns jogos do Corinthians no Campeonato Paulista de 2001. Naquele ano, saímos de uma campanha inicial pífia e terminamos como campeões, tendo como momento maior o gol de Ricardinho aos 48’” do segundo tempo, contra o Santos.

O fato é que a estatueta ficou esquecida em alguma caixa desde então. Mas neste domingo, no intervalo do jogo entre Goiás e Corinthians, peguei-a no meu quarto e coloquei-a em um pequeno altar que minha mãe havia feito um dia antes.

Pênalti para o Goiás. Felipe não havia pegado nenhum. André Sanchez já tinha até reclamado do fato. Paulo Baier era quase perfeito. Olhei para São Jorge. Ele olhou para mim. Na televisão, um torcedor falou “O Felipe vai catar essa bola, o Felipe vai catar essa bola”. Eu acreditei, e São Jorge pegou.

Há dois dias sou devoto do santo guerreiro…

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Lembram ?

Há algumas semanas atrás fiz um texto sobre o Produto Futebol, focando em gestão esportiva. Falei da parceria formada entre Figueirense e Visa, e dissertei sobre o meu desejo de que mais parcerias deste tipo fossem feitas.

Pois bem, o Palmeiras lançará na noite de amanhã o setor Visa para seus torcedores, que trará facilidades para os mesmos. A parceria na verdade é também com a Outplan (empresa de tecnologia) e a área VIP contará com 5 mil lugares, será bem localizada (na parte central do campo), com ingressos adquiridos pela internet e que serão na verdade o próprio cartão. A diretoria acredita ter dado o primeiro passo para o projeto de Arena Multiuso no Palestra em 2011, e este colunista acredita que o passo foi acertado.
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Xii…Rebaixamento…

Observação: V- Vitória/ D- Derrota/ E – Empate.

O América já conseguiu (aliás, bateu o recorde de rapidez em suicídio no Brasileirão), mas ainda restam três vagas para o disputadíssimo campeonato Brasileiro da Série B de 2008 (o que é verdade, tendo em vista que o campeão de 2007 ainda não foi definido). Vamos analisar então o desempenho de cada um dos ameaçados nos últimos dez jogos (30 pontos disputados).

O Corinthians tem 43 pontos e é o menos ameaçado dos nossos quatro principais candidatos. Recebe o Vasco em casa e depois pega o Grêmio no Olímpico. O Timão fez apenas dez pontos dos 30 disputados (2 V, 4 D, 4 E). O Vasco fez apenas (acredite) oito pontos (6 D, 2 E, 2 D). O Grêmio é um time muito superior e fez apenas 13 pontos ( 4 V, 1 E, 5 D).

O Goiás tem 42 pontos e enfrenta Atlético Mineiro no Mineirão e Internacional no Serra Dourada. Nos últimos dez jogos fez nove pontos ( 2 V, 3 E, 5 D). O Galo fez 19 pontos (4 V, 5 E , 1 D). O Inter fez 18 pontos ( 4 V, 4 E, 2 D).

O Paraná tem 41 pontos e enfrenta Santos no Durival de Britto, e Vasco em São Januário.Nos últimos dez jogos fez dez pontos (3 V, 1 E, 6 D). O Santos fez 17 pontos (5V, 2E, 3 D). O Vasco já foi citado.

O Juventude tem 38 pontos e é mais um grande candidato ao rebaixamento. Nos últimos 30 pontos disputados fez 12 (3 V, 3E, 4D), e é surpreendentemente quem tem o melhor aproveitamento dos quatro. Enfrenta o Fluzão no Maracanã e o Sport no Alfredo Jaconi. O time tricolor fez quinze pontos nos últimos NOVE jogos (amanhã acontece o confronto com o Palmeiras) com um desempenho de 4 V, 3 E e 2 D. Por fim o Sport que fez doze pontos (3 V, 3 E, 4 D).

Deduzimos então que Goiás enfrentará adversários mais fortes nesta reta final de competição e que Juventude, apesar do bom desempenho, também pega times fortes. O Corinthians joga contra adversários mais fracos e o Paraná enfrenta de cara o Santos, que tem um desempenho bom.

Mas como diria o economista Roberto Campos: “As estatísticas são como o biquíni: o que revelam é interessante, mas o que ocultam é essencial”.


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