Seleção A e Seleção B.

Por Marcelo Braga
          
Nesta próxima quarta-feira (31), o técnico Dunga fará sua convocação para os jogos contra Peru e Uruguai, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo da África do Sul. A convocação de Dunga não deve ser muito diferente da feita para os dois jogos de outubro, exceção feita ao zagueiro Alex Silva, que rompeu o ligamento cruzado do joelho e só voltará a jogar em 2008.

Uma das críticas que a seleção tupiniquim recebe é a falta de identificação dos jogadores com o país que defendem. Os Apáticos de Chuteira foram os culpados pela eliminação precoce na copa do Mundo de 2006. Pode ser, mas o fato é que da última convocação, apenas o zagueiro Pirulito e o lateral Kléber disputam as pelejas do Brasileirão.

Em 1966, o Brasil teve uma preparação confusa para a Copa do Mundo. O técnico Vicente Feola, cedendo a pressões políticas de todos os lados, convocou 44 jogadores para a fase de preparação, e os 22 que disputariam o Mundial só foram definidos a duas semanas da estréia. Eliminado na primeira fase, o Brasil pode ter perdido esta Copa pela total desorganização de sua preparação.

Mas por que resolvi resgatar este episódio 41 anos depois? Resolvi aplicar a convocação de 44 jogadores para a seleção atual. Imaginem Dunga convocando duas seleções distintas: uma oficial e uma aspirante.

A oficial seria composta pelos jogadores que atuam na Europa, e que periodicamente aparecem nas convocações. A de aspirantes (Os Aspiras no Tropa de Elite) formada por jogadores que se destacam em seus clubes brasileiros.

Dunga assim iria ver atuando jogadores que ele não convoca normalmente em sua seleção principal. Se fosse hoje, essa poderia ser formada por: Júlio César, Gilberto, Lúcio, Juan e Maicon; Mineiro, Gilberto Silva, Ronaldinho Gaúcho e Kaká. E na frente, Robinho e Afonso Alves (seguinto assim a linha de pensamento de Dunga).

A seleção aspirante poderia ser formada pelos destaques do Brasileirão. Por e-mail, Celso Unzelte me mandou a sua seleção do Brasileirão, um 3-5-2 com :Rogério Ceni (São Paulo), Breno (São Paulo), Miranda (São Paulo) e Thiago Silva (Fluminense); Leonardo Moura (Flamengo), Pierre (Palmeiras), Thiago Neves (Fluminense), Acosta (Náutico) e Kléber (Santos). No ataque, Leandro Amaral (Vasco) e Dodô (Botafogo).

Em entrevista para o DB, que em breve estará no ar, Paulo Vinícius Coelho deu os seus destaques da competição, um 4-4-2 com: Rogério (São Paulo), Wágner Diniz (Vasco), Thiago Silva (Fluminense), Miranda (São Paulo) e Juan (Flamengo);
Hernanes (São Paulo), Leandro Guerreiro (Botafogo), Wágner (Cruzeiro)e Leandro Domingues (Cruzeiro). No ataque, Dodô (Botafogo) e Acosta (Náutico).

Os aspirantes poderiam jogar jogos amistosos, enquanto os oficiais disputariam as Eliminatórias. A cada problema da seleção principal, os destaques dos aspirantes subiriam para o time oficial. Assim, os atletas que jogam no Brasil poderiam ter esperanças de chegarem à seleção sem precisar jogar no grande mercado europeu (que inclui Ucrânia, Turquia, Bélgica, etc.).

É claro que esta idéia é uma loucura e falso devaneio meu.A começar que nem existem datas disponíveis para tais amistosos, e os mesmos atrapalhariam o andamento do Campeonato Nacional.
Mas se Dunga pode cometer loucuras como convocar Afonso Alves e Doni, ou deixar Kléber na reserva de Gilberto, por que eu não posso pensar em maluquices?!

E para você? Qual seria a seleção aspirante ideal?

Update: O jogador uruguaio Acosta (Náutico) aparece citado na seleção do Brasileirão de Celso Unzelte e de PVC. Conforme os leitores Arthur e Lucas Pocan corrigiram, o jogador não poderia fazer parte de seleção brasileira. Erro do colunista, mas acho que mesmo assim a mensagem do texto foi passada com êxito. Obrigado pelo alerta e pela visita. Abraços.


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